Turma Formadores Certform 66

Sunday, August 23, 2026

O lobo...

O lobo não precisa provar que é útil para merecer existir. Não precisa se justificar perante nós, nem trazer benefícios econômicos, nem pedir permissão para ocupar o território que, durante milhares de anos, compartilhou com o resto das espécies. Seu direito de viver não depende do que possa nos dar, mas de algo muito mais simples e profundo: faz parte da natureza e tem direito a continuar fazendo parte dela. Há mais de meio século, o Grupo de Especialistas em Lobos da UICN já o expressou com clareza: o lobo, como todo animal selvagem, tem direito a existir em seu estado natural e a coexistir connosco como parte integrante dos sistemas ecológicos. Em 1973, já se compreendia algo que, até hoje, alguns se recusam a aceitar. O lobo não é uma peça que possamos eliminar quando incomoda, nem uma ferramenta que devamos conservar apenas quando nos é útil. É um predador essencial, uma peça do equilíbrio ecológico e um símbolo de uma natureza que ainda preserva algo de liberdade. Proteger o lobo não é lhe fazer um favor. É assumir nossa responsabilidade. Porque, quando uma sociedade precisa encontrar razões para permitir que uma espécie selvagem continue vivendo, talvez o problema não esteja no lobo. Talvez esteja em nós.

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