38 anos de memória
Passam hoje 38 anos da morte do meu Pai, Álvaro. Um andarilho do mundo, coisa que herdei dele. Esse gosto pelas viagens e pelo desconhecido. Um homem que não cuidava de animais e que passou a fazê-lo depois de ter um cão que lhe mudou o pensamento e o sentido da vida. Um homem que cruzou mundo numa época em que a vida não era de todo fácil. Mas como tantas vezes lhe ouvi dizer 'consigo tudo o que quero, mesmo que seja depois de muito esforço e quando já estou perto de desistir'. Curiosamente o mesmo se passa comigo. Trinta e oito anos é muito tempo, apenas a memória mais perene resiste. E há de continuar assim enquanto eu tiver forças e discernimento intelectual. Lá onde estiveres meu Pai, descansa em paz!


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