Turma Formadores Certform 66

Monday, February 09, 2026

Parabéns, António José Seguro!

Hoje estou muito satisfeito. Estou satisfeito por duas razões: a primeira porque os portugueses escolheram uma novo presidente que defende os valores da democracia, da tolerância, da Constituição, em suma, defende os valores de Abril. Em segundo lugar, porque vi resgatada a honorabilidade dum homem que foi injustamente afastado da liderança do PS em circunstâncias que não honram ninguém. Disso fiz eco aqui e noutros espaços já lá vão mais de dez anos. Quando isso aconteceu, afastou-se, remeteu-se ao silêncio e esperou a sua hora. E ela chegou. Curiosamente o PS, o mesmo PS que o humilhou e ofendeu, teve que reconhecer o erro. Não lhe deram o apoio desde o início, hesitaram, mas perceberam que não podiam fazer mais nada. Lá o apoiaram embora estou certo que a contragosto de muitos. António José Seguro é um homem de bem, um homem de valores que apresentou um dos melhores curriculum, senão mesmo o melhor para exercer esta função. Um homem sereno, inteligente, que ouvirá todos e que, acima de tudo, respeitará os valores de Abril. Não será um homem de mentiras  mesmo piedosas, não usará a gritaria para se fazer ouvir, não menosprezará as minorias só porque sim. Esta é a diferença entre um homem de bom senso e outros que fazem do seu oposto as suas armas. Seguro será o presidente de todos os portugueses e isso faz toda a diferença. Hoje venceu Abril e com Seguro sabemos com quem podemos contar. É certo que o presidente da República tem poderes limitados no nosso sistema político, mas também sabemos que ele é um 'player' importante e determinante no equilíbrio democrático sem obstruir nada nem ninguém. Hoje é o dia da República se erguer e respirar de alívio. Hoje é o dia de celebrar porque amanhã será o dia de trabalhar. Abril venceu e isso é o mais importante aqui. A Liberdade bem maior das democracias está garantida. A democracia está viva. Agora compete a nós, cidadãos comuns estar atentos e vigilantes. Parabéns, senhor Presidente!

Algumas pessoas...

Algumas pessoas entram na sua vida e, de repente, o comum torna-se inestimável.

Sunday, February 08, 2026

O vinho...

O vinho mais doce que alguma vez beberei será o vinho que sentirei nos lábios dela quando nos beijarmos.

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Saturday, February 07, 2026

Intimidades reflexivas - 1961

Não fui o que os outros foram

Não vi o que os outros viram

Mas por isso, o que amei,

amei sozinho.

Edgar Allen Poe (1809-1849)

Friday, February 06, 2026

O adeus ao pobre cão Orelhas!

A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira. Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis. Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos. A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis. Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro. Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva. Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença. #JustiçaPorOrelha

Thursday, February 05, 2026

Queria...

Queria que ele sentisse um amor que nunca tinha sentido antes... com o seu beijo, ela levaria a sua alma para a eternidade.

Wednesday, February 04, 2026

"O Hospital das Alfaces" - Pedro Chagas Freitas

A história de três gerações: avô, pai e filho entrelaçam-se em momentos tocantes que nos fazem refletir sobre o efémero da vida e como o amor nos salva em todos os momentos. Este livro é uma história de amor. A mais bela das histórias de amor. Aqui há hospitais, é verdade. Há pais que choram, há mães que esperam, há filhos que resistem. Acima de tudo, há amor. Amor como cura, como anestesia, como diagnóstico. Amor que não cabe nas paredes de um quarto de hospital, nem nas palavras que tentam explicá-lo. 'O Hospital de Alfaces' é isso. Uma história que dói, mas que abraça. Uma história que sangra, mas que salva. Uma história para quem já amou ao ponto de se perder. E que descobriu que, mesmo perdido, ainda é possível continuar. Sobre o autor, Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães em 1979. É escritor, jornalista, formador na área da escrita criativa e orador. Tem mais de 40 livros publicados e é um dos autores mais lidos em Portugal e em países como a Itália, o Brasil ou o México, com vendas superiores a um milhão de cópias em todo o mundo. Vencedor do Prémio Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2006, é o fundador do Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Além da escrita, é palestrante e é o autor da stand-up tragedy "Sim, eu Empurro Portas que Dizem Puxe", com a qual tem percorrido o país. Criou dois jogos de escrita criativa - A Fábrica da Escrita e o Supergénio. Publicou, entre muitos outros, livros como "Prometo Falhar", um dos seus romances mais conhecidos e publicado em vários países, "O Amor não Cresce nas Árvores""M#rda! Amo-te""É Urgente Amar" ou "Foste a Maneira Mais Bonita de Errar". Publicou no final de 2024 o livro infantil, "O Rei Tigão" com o qual pretende sensibilizar os leitores para as adversidades da vida de uma criança com uma doença rara. Em 2025 publicou "O Hospital de Alfaces", um enorme sucesso de vendas e "A Amiga Cinzenta" com o qual pretende explicar a depressão a crianças e adultos. A edição é da Oficina do Livro.

Tuesday, February 03, 2026

Carta a quem sente ódio pelo que fizeram aos Orelhas

Também eu estou com raiva. Também eu estou com ódio. Quem sente ódio perante algo assim não é mau; está vivo. Mas há um ponto a partir do qual o ódio deixa de ser reação e passa a ser continuação. Não vamos ser piores do que quem fez o que fez. O problema do ódio é que traz uma sensação de clareza. Tudo parece simples: bons de um lado, monstros do outro. O mundo não funciona assim. De cada vez que fingimos que funciona, alguém acaba esmagado no meio. O ódio quer atalhos; a justiça não. Eu não quero sentir a excitação suja de desejar a destruição de alguém. Há uma linha fina entre querer que haja consequências e querer que haja aniquilação. Essa linha é o que nos separa do que condenamos. O que fizeram ao Orelha exige consequências reais, exige investigação séria, exige responsabilização, exige que o sistema funcione, exige educação, acompanhamento, prevenção, sensibilidade. Não exige linchamento digital, ameaças às famílias. Muito menos exige a fantasia idiota de que a violência se resolve com mais violência. O ódio em roda livre não protege os indefesos; treina novos agressores. O Orelha não era um símbolo de vingança; era um símbolo de convivência, de comunidade. Transformar a sua morte numa licença para o pior seria uma forma de traição. Temos de metamorfosear a raiva em lucidez. Temos de fazer do ódio uma habitação transitória, jamais uma residência permanente. Temos de querer justiça sem abdicar de humanidade. Quando nos tornarmos cruéis “pelas razões certas”, já perdemos tudo. O Orelha não precisa que nos tornemos monstros em seu nome. Precisa que façamos tudo para haver menos monstros no mundo.