Que se passa com a Rosita?
Começava a ser normal que nos dias mais quentes a Rosita não quisesse ficar dentro de casa, ainda por cima, com a irmã Maria por perto a incentivá-la à brincadeira. Mas quando as noites ficavam mais frias, a Rosita passava a noite dentro de casa, já para não falar nos dias em que a chuva caía. Para minha surpresa, quando à dias as noites arrefeceram um pouco mais a Rosita ficou cá dentro mas nunca perto de mim como anteriormente. Um comportamento estranho face ao que antes tinha. Nos dias em que choveu e até trovejou, a Rosita ficou abrigada no jardim, num dos muitos espaços cobertos onde sempre tem comida e água. Não quis vir para dentro por mais que a chamássemos. Nestes últimos dias, ela simplesmente desapareceu. Dou-lhe de comer no jardim por volta das 18 horas e de seguida ela desaparece não sei para onde vai, esteja ou não, na companhia da irmã. Não vem comer a casa como anteriormente, só o faz esporadicamente e sempre a olhar para ver se fechamos a porta e ela fica presa cá dentro. Mesmo ao pequeno almoço onde vinha pedir sempre um pouco de queijo e fiambre que compramos exclusivamente para ela, Acaba de comer e sai a correr como uma bala. Temos dificuldade em compreender este comportamento recente. Sempre a acarinhamos, tendo até dormido connosco muitas e muitas vezes. Veremos quando o frio apertar se ela continuará a manter esta atitude que nos está a deixar tristes face ao amor que lhe temos, embora não sejamos os seus donos. Seja como for já fui percebendo que os gatos têm as suas manias, algo a que me custa habituar, que sempre tive cães. Mas confesso que ando preocupado sem saber bem o que fazer. Manias de gatos, talvez. Manias a que nuca me habituarei.






