Turma Formadores Certform 66

Saturday, May 23, 2026

Os beijos nascem onde moram as palavras

Os beijos nascem onde moram as palavras. Acho que os beijos são dados na boca porque é de onde saem as palavras. É ali que a verdade se arrisca, que o desejo ganha som e que o silêncio se curva em rendição. Beijar é calar a mente e deixar que o corpo diga o que o orgulho escondeu. Há beijos que confessam, outros que condenam. Alguns têm gosto de perdão, outros de incêndio. Os mais perigosos são os que não chegam a acontecer, esses ficam presos no ar, queimando a garganta de quem engoliu a coragem. Beijo é verbo que não precisa de tradução. É a pausa entre o medo e o milagre. Quando duas bocas se encontram, o mundo faz silêncio, porque sabe que está assistindo à linguagem original do amor, aquela que veio antes da fala e sobrevive depois do fim. Há quem beije para se perder, há quem beije para se encontrar. Mas todo beijo carrega um pedido disfarçado: fica um pouco mais.

Mari Morris

Friday, May 22, 2026

Já passaram 7 anos

Cumpre-se hoje o 7º aniversário do falecimento deste meu grande companheiro o Nicolau. Este foi o último cachorro que tive e, talvez por isso, tanto me marcou. Mas também porque fui eu que o resgatei à rua debaixo dum forte temporal onde gente sem escrúpulos o tinha abandonado ainda bebé e indefeso. Entrou na minha vida e nunca mais saiu, foram anos e anos de boa companhia, de companheirismo, de entrega. Como diz Chico Xavier, 'um animal leva 8 anos a desapegar-se do lugar onde viveu'. Se é assim será no próximo ano que tal acontecerá. Espero cá estar para o celebrar condignamente. Muitas vezes me lembro dele, sinto o seu cheiro, sento o roçar do seu pelo. Há seres que nos marcam para a vida. Alguns duma forma positiva, outros duma forma negativa. O Nicolau marcou-me duma forma positiva para sempre. Sete anos depois, a memória ainda perdura e perdurará. Tenho muitas saudades dele. Foi um ser muito amado que retribuiu com amor como só um cão sabe dar. Lá onde estiveres, descansa em paz, Nicolau!

No segundo aniversário do falecimento da Paula Maia

Passaram já dois anos sobre aquela fatídica manhã em que recebi um telefonema do seu irmão Augusto a dizer que a minha querida amiga Paula Maia tinha falecido. Foi um choque enorme como sempre acontece com pessoas que muito estimamos, consideramos, amamos. Essa grande mulher tinha terminado a sua caminhada neste plano astral. Grande cuidadora de animais, mas também de humanos. Vítima duma doença terrível que a levou cedo de mais. Sempre recordarei o seu empenho em ajudar os animais, especialmente os de ninguém. Sei da maneira como o fazia. Trabalhei com ela durante anos nesta causa , e daí veio o enorme apreço, admiração e carinho que tive por ela. Hoje a sua memória foi o que ficou. Como tenho falta dos contactos diários que tínhamos. Uma grande Senhora, uma grande Mulher, que jamais esquecerei. Lá onde estiveres, descansa em paz, Paula Maia!

Thursday, May 21, 2026

Comentários, parvoíces e outras controvérsias

Não costumo responder a questões que diretamente me colocam sobre o perfil deste espaço, já com alguns anos de história, mas desta feita vou fazê-lo porque acho oportuno. Uma das primeiras questões que me colocam é o porquê de eu não apagar comentários na minha página quando estes indiciam algum comportamento menos próprio. A resposta é simples e evidente. Como já por várias vezes aqui afirmei, este espaço é uma espaço de liberdade onde cabem todos e, especialmente, aqueles que têm opiniões diferentes da minha. Não creio nos princípios de unicidade em que apenas cabem os que pensam como eu. Somente rejeito pessoas que pelo seu comportamento e/ou linguagem imprópria por aqui aparecem porque esses não têm lugar neste espaço onde nem sequer são bem vindos. E então porque é que mantém esses comentários impróprios, perguntam. A razão também não carece de dificuldade. Se eu os apagar, muito provavelmente apenas eu ou alguns poucos terão visto o que lá se escreveu estando assim a favorecer o infrator. O deixar lá o comentário é o pior que se pode fazer a quem o produziu porque deixo exposta uma pessoa mal educada, incapaz de produzir uma ideia com substância, onde apenas a grosseria cabe porque não tem outros argumentos para rebater o que quer que seja. É uma espécie de pelourinho onde deixo a marinar aqueles que fazem alarde da sua baixa condição educacional, embora pensando que estão a produzir obra literária digna de Prémio Nobel. Que o produzam nas suas páginas é algo que cabe a cada um, mas que invadam espaços terceiros para mostrar aquilo que realmente são, é bem mais controverso. É do debate sólido e consistente, da troca de ideias consubstanciadas em algo firme, que seremos capazes de evoluir. O reles insulto ou a linguagem de sarjeta nunca poderão elevar ninguém embora muitos não saibam disso. Como também já aqui disse por diversas vezes, não costumo frequentar as páginas de ninguém, ou melhor, frequento poucas que me dão interesse e prazer porque na maioria dos casos existe muito lixo onde nada de útil se pode de lá tirar. E assim, nunca invado a página de terceiros com comentários idiotas que, desde logo, me ficariam mal, e em nada contribuiriam para aprofundar algo. A ligeireza com que nestes espaço se produz aberrações, - inclusive com erros ortográficos graves -, é impressionante, e quem o faz ainda não percebeu que isso só atinge os seus autores - eles próprios - e não terceiros. Este não é o terreno que piso e todos disso têm conhecimento pelos muitos anos que por aqui ando. Quanto aos outros ou são bloqueados, (quando a linguagem usada persiste depois de avisados), ou quando muito são tolerados, como se tolera uma criança que pela sua fragilidade intelectual por vezes revela uma certa estultícia no seu comportamento. Uma rede social, um blog, ou algo em que nos expomos aos outros devem ser espaços preservados, desde logo de nós próprios e depois dos outros. O que se assiste na maioria dos casos é precisamente o contrário. Onde parece que alguns têm orgulho em mostrar que o esgoto onde estão lhes parece um hotel de cinco estrelas. Enfim, isso também dá mostra daquilo que atrás já referi. Daí esta tolerância, - dentro de algumas regras naturalmente -, que tanto parece admirar muita gente. A tolerância sempre foi o que me moveu até hoje porque estas pessoas que têm este comportamento são mais dignas de pena do que de outra coisa. Pessoas com vidas mal resolvidas onde o ódio é a pedra de toque a começar pelo ódio a si mesmas. Talvez sinal dos tempos, - dirão alguns -, mas também, - acrescento eu -, a falência daquilo a que chamo de escola primordial. Queiramos ou não, acabamos sempre por chegar aí, afinal é no princípio que tudo se molda... ou não.

Wednesday, May 20, 2026

E dizes...

E dizes que estás quebrada,

Mas espelhos partidos como tu criam...

Os mais belos padrões de luz.


Nikita Gill

Tuesday, May 19, 2026

Nas sombras cinzentas...

Nas sombras cinzentas ds ignorância há sempre uma luz de inteligência que brilha.

Monday, May 18, 2026

O que a literatura...

"O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina nada, mas permite ver quanta escuridão existe ao redor."


William Faulkner (1897-1962)

Sunday, May 17, 2026

Basta respirar...

Basta respirar... e espere por mim. Eu irei sempre encontrar-te.