Turma Formadores Certform 66

Sunday, August 30, 2026

Não é...

Não é que eu esteja ficando velho por ir dormir cedo num sábado, é que no domingo também é preciso acordar cedo, aproveitar o café sem pressa e ler com calma um poemário. Não é por velhice que se caminha devagar, é para observar a torpeza dos que andam apressados e tropeçam no descontentamento. Não é por velhice que às vezes se guarda silêncio, é simplesmente porque nem a toda palavra se deve dar eco. Não, não estou ficando velho, estou começando a viver o que realmente me interessa. . Não se trata de envelhecer, mas de amadurecer e escolher viver de forma mais consciente. · Dormir cedo, caminhar devagar, guardar silêncio e desfrutar do momento não é velhice, é começar a viver o que realmente importa. · Rejeite a pressa e o descontentamento da juventude para abraçar uma vida mais autêntica e tranquila.

CAPÍTULO V: Evolução e Renascimento" Pág. 116

Saturday, August 29, 2026

Pare de dar o seu amor...

Pare de dar o seu amor àqueles que não estão prontos para te amar. Deixe partir da sua vida as pessoas que não estão prontas para te amar. A verdade é que você não é para todo mundo... E que todo mundo não é para Você... É isso que torna este mundo tão especial, quando você encontra as poucas pessoas com quem tem uma amizade, um amor ou uma relação autêntica... Você saberá o quão precioso isso é... Porque você experimentou o que não é... Mas quanto mais tempo você passa tentando se fazer amado por alguém que não é capaz disso... Mais tempo você perde se privando dessa mesma conexão... Isso não é amor. É apego. É querer dar uma chance a quem não quer! A coisa mais preciosa e importante que você tem na sua vida é a sua energia. Não é apenas o seu tempo, pois ele é limitado... É a sua energia! O que você dá todos os dias é o que se criará cada vez mais na sua vida. Quando você percebe isso, começa a entender por que se sente tão impaciente quando passa tempo com pessoas que não combinam com você, e em atividades, lugares, situações que não combinam com você. Você começará a perceber que a coisa mais importante que pode fazer pela sua vida, por si mesmo e por todos que conhece, é proteger a sua energia mais ferozmente do que qualquer outra coisa. Faça da sua vida um refúgio seguro, no qual apenas as pessoas "compatíveis" com você são permitidas. Decida que você merece uma amizade real, um compromisso verdadeiro e um amor completo com as pessoas que são saudáveis e prósperas. Então espere... só por um momento... E veja o quanto tudo começa a mudar...

Anthony Hopkins

Friday, August 28, 2026

A estupidez...

«A estupidez é muito mais perigosa que o mal, pois o mal faz pausas de vez em quando, ao contrário da estupidez»

Anatole France

Thursday, August 27, 2026

Dizem...

“Dizem que antes de entrar no mar, o rio treme de medo. Olha para trás todo o caminho percorrido, os cumes, as montanhas, o longo e sinuoso caminho aberto através de selvas e povoados, e vê diante de si um oceano tão grande, que entrar nele só pode significar desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira, o rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar atrás é impossível na existência. O rio precisa aceitar sua natureza e entrar no oceano. Somente entrando no oceano se diluirá o medo, porque só então saberá o rio que não se trata de desaparecer no oceano, mas de se tornar oceano.”


Khalil Gibran 🇱🇧 (1883-1931)

CAPÍTULO V: "Evolução e Renascimento" Pág. 106

Wednesday, August 26, 2026

Intimidades reflexivas - 1978

Provérbio Árabe

Não digas tudo o que sabes

Não faças tudo o que podes

Não acredites em tudo o que ouve

Não gastes tudo o que tens

porque:

Quem diz tudo o que sabe,

Quem faz tudo o que pode,

Quem acredita em tudo o que ouve,

Quem gasta tudo o que tem;

Muitas vezes diz o que não convém,

Faz o que não deve,

Julga o que não vê,

Gasta o que não pode.

Tuesday, August 25, 2026

Foi à 36 anos o incêndio no Chiado

Passam hoje 36 anos sobre o grande incêndio do Chiado em Lisboa que, ao que parece, terá começado nos Armazéns Grandella. Nesse dia encontrava-me em Lisboa. Como sabem trabalhei durante muitos anos no Grupo Vista Alegre que tinha a sua sede nesse tempo no Largo Barão de Quintela - que os lisboetas conhecem melhor pelo Largo dos Bombeiros - ali paredes meias com o Chiado. O incêndio começou a tomar proporções inabituais e em determinada altura, (perante a preocupação de quem ali trabalhava), foi dada indicação para evacuar o edifício. Aproveitei para rumar ao Porto pensando que poderia ter saído do edifício pela última vez. Felizmente não foi assim, embora o Chiado tenha ficado reduzido a cinzas. Hoje já depois da reconstrução, nota-se que o velho Chiado tinha morrido para sempre. O Chiado de Eça e de Pessoa não voltaria jamais. Hoje com um aspeto bem mais moderno, com algumas fachadas recuperadas, respira-se um outro ar, num outro tempo. Mas aquele Chiado histórico tinha acabado definitivamente.

Monday, August 24, 2026

Dois anos de saudade

Passam hoje 2 anos sobre aquele dia em que uma terrível notícia desabou sobre mim. Era sábado, cerca da uma da tarde, preparava-me para ver as notícias e tinha o computador aberto. Quase se supetão aparece a notícia do falecimento da minha querida amiga Sofia Flor Rocha. De tão inesperada nem queria acreditar. Tinha falado com ela na noite anterior, de madrugada contactei-a, como era habitual, e não obtive resposta. Ainda atribui isso a alguma farra com amigos em Braga para onde ela tinha ido, segundo me disse. Depois foi o silêncio, pesado, duro. A Sofia tinha-nos deixado. Muitas conversas por ter, alguns projetos à espera de concretização, como sempre acontece nestas circunstâncias. Uma boa amiga tinha partido, vítima de brutal acidente de viação. E o vazio instalou-se. As saudades começaram logo ali. E ainda não terminaram. Glosando uma canção de Abrunhosa que ambos gostávamos, apetece-me dizer-te que "fui ter contigo aos Aliados" mas tu não apareceste. Talvez um dia, quem sabe. Lá onde estiveres, descansa em paz, Sofia!

12 anos de ausência da Tuxa

Passam hoje 12 anos sobre a morte da minha grande companheira Tuxa, ela que foi a mãe adotiva de outro grande cão, o Nicolau. Mais uma resgatada à rua, que vimos ser abandonada, e a que não ficamos indiferentes. Sempre se mostrou muito agradecida a quem a salvou dos perigos do abandono. Foi uma grande companheira e uma mãe extremosa. Morreu depois de percorrer uma longa vida e com um problema numa vista que a foi debilitando. Um cancro irreversível que não admitia cirurgia. Morreu no jardim, no seu local preferido onde passava muitas horas do dia. O seu filho adotivo, Nicolau, assistiu aos seus últimos momentos e não ficou indiferente. Durante cerca de um ano, a primeira rotina da manhã era para ir visitar a sua sepultura. Por vezes, ficava lá deitado durante algum tempo. Depois o tempo foi esbatendo a ausência e  compensou essa perda com a nossa companhia. Mais tarde ele seria sepultado ao seu lado. Já passaram 12 anos sobre o seu desaparecimento. Lá onde estiveres que estejas em paz, Tuxa!