Turma Formadores Certform 66

Tuesday, February 24, 2026

Só os fortes...

Só os fortes conhecem o Amor; só o Amor pode compreender a Beleza; só a Beleza pode criar Arte.

Ricardo Wagner

"Arte e Revolução"

Monday, February 23, 2026

Intimidades reflexivas - 1962

"Os tristes, os deserdados, os pobres, os oprimidos, quando tudo lhes falta, o pão, o lume, o vestido, têm sempre, no fundo da alma, uma cantiga pequena que os consola, que os aquece, que os alegra. É a última coisa que fica no pobre. E então a cantiga vale mais do que todos os poemas." - Eça de Queirós (1845-1900)

Sunday, February 22, 2026

O poder...

“O poder do pensamento é a luz do conhecimento, o poder da vontade é a energia do carácter, o poder do coração é o amor. A razão, o amor e o poder da vontade são as perfeições do homem.”
— Ludwig Feuerbach (1804-1882) —

Saturday, February 21, 2026

O tempo...

O tempo pode parar, o mundo pode girar; eu só desejo permanecer no seu coração.

Friday, February 20, 2026

Tenho...

"Tenho uma forte vontade de te amar pela eternidade".

Milan Kundera

Thursday, February 19, 2026

Numa sala cheia...

 Numa sala cheia de histórias, eras a única em quem me queria perder.

Wednesday, February 18, 2026

Tempo de Quaresma

Depois das folias do Carnaval, chegamos ao período da Quaresma - com esta quarta-feira de cinzas - que nos há de conduzir à festa, a maior da liturgia cristã, que é a Páscoa. Assim, iniciamos um período de reflexão e introspeção tão necessários nos nossos dias. Temos a capacidade e a responsabilidade de traçar, dia a dia, rumos diversos para os nossos passos e para a nossa vida. Rumos e passos que nos aproximam dessa entidade a que chamamos Deus; rumos e passos que nos aproximam ou nos afastam uns dos outros; rumos e passos que nos encaminham para a vida ou para a morte. Viver é escolher... e das escolhas que fazemos depende o valor e o destino da nossa vida. Ela é fonte da sabedoria que importa acolher, aprofundar, interiorizar e viver. Por isso, esse Mestre que foi Jesus - o Homem só de que aqui já falamos -, nos diz mais uma vez que não veio revogá-la mas sim ajudar-nos a compreendê-la profundamente e a vivê-la a partir do nosso íntimo. Mas diz-nos também, claramente, que é preciso não confundir "lei" com legalismo, nem "culto" com ritualismo para não cairmos na falsa "justiça" dos escribas e dos fariseus. É que eles pensavam que Deus se contenta com os nossos ritos e com a nossa fidelidade exterior e que se pode, por isso, separar a fé da vida, e a liturgia do esforço por um mundo mais justo e reconciliado. E não pode... Não basta dizer que somos cristãos. O ser cristão também implica responsabilidades, que por vezes esquecemos. Temos que ter um olhar fraternal com que nos aproximamos de cada ser humano, - e porque não dos animais tão sofredores neste mundo (veja-se o exemplo de S. Francisco de Assis) -, independentemente da sua cor, da sua idade, da sua condição, do seu credo político ou religioso; é o acolhimento solidário que sabe dispensar a todos os que o encontram ou procuram, sem descriminações de qualquer espécie; é, sobretudo, a capacidade de ultrapassar ofensas e ressentimentos e surpreender o que espera a vingança, castigo ou desdém, com uma atitude de compreensão, de confiança e de paz. Sim, a tentação é sempre reduzir o cristianismo a um assunto de administração ordinária, esquecendo que ele é, fundamentalmente, uma vida iluminada por um novo olhar, animada por um novo espírito. Num mundo materialista como este em que vivemos, o dinheiro assume um papel primordial nas nossas vidas. O dinheiro, como diz o dicionário, é um meio de troca convencional, uma porta de acesso a bens necessários, úteis ou agradáveis. Por isso, numa sociedade como a nossa, ele torna-se verdadeiramente indispensável e apetecível, dada a crescente variedade e qualidade da oferta. Mas o dinheiro pode ser o bom "servo" mas também o mau "senhor". Fundamentalmente, porque a relação que podemos estabelecer com ele e uns com os outros por causa dele, tem a ver também com o uso que dele fazemos e com o modo como o buscamos e adquirimos. É aí que está ou pode estar a sua "bondade" ou "maldade". Na verdade, o dinheiro pode adquirir-se com trabalho honesto ou negócios sujos, pode comprar o remédio que salva ou o veneno que mata, pode fomentar sociedades mais justas, mais equilibradas e solidárias ou sociedades opressoras, egoístas com desigualdades escandalosas. O dinheiro serve, essencialmente, para servir mas não para ser servido, porque servir o dinheiro é fazer dele o valor absoluto e determinante, ao qual tudo o mais se sacrifica ou pode sacrificar. Numa sociedade tão materialista como aquela em que vivemos, à que refletir, sobre se somos escravos do dinheiro, ou se o usamos para buscar a plenitude da nossa vida. Nesta Quaresma, que agora se inicia, reflitamos sobre tudo isto, para não seguirmos caminhos que nos conduzem ao vazio, em vez da plenitude almejada.

Tuesday, February 17, 2026

Ano Novo Chinês 2026

Chegou o Ano do Cavalo de Fogo e, com ele, a celebração do Ano Novo Chinês, uma das festas mais importantes da cultura oriental. A cada ano, um dos doze animais do zodíaco assume o protagonismo e marca as tradições. Porco, búfalo, rato, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo ou cão. Comemora-se o Ano Novo Chinês em 2026 de terça-feira, 17 de fevereiro, a terça-feira, 3 de março. O Cavalo, simboliza a liberdade, o movimento e a paixão. Quando combinado com o elemento Fogo, essa energia se intensifica, representando vitalidade, coragem e um forte impulso para agir. Por isso, o Ano do Cavalo de Fogo é associado a dinamismo, mudanças e espírito aventureiro. Assim, trata-se de um convite para sair da zona de conforto, tomar decisões, iniciar projetos e avançar com confiança, energia e determinação. Se tiver alguém d etnia chinesa no vosso leque de relações, não deixem de lhe desejar um feliz ano novo!

Carnaval!

Hoje celebra-se mais um dia de Carnaval. Por cá a tradição do Carnaval não está tão arreigada assim, e se hoje o vemos mais popularizado, tal deve-se à influência de muita gente brasileira que rumou a estas paragens. Contudo, a tradição do feriado neste dia vai-se mantendo. Dei uma volta pelas redondezas e vi praticamente tudo fechado. Até os vários bancos que por cá proliferam estavam encerrados, coisa não muito normal na banca, que segue sempre outro tipo de regras. Isto só vem mostrar que não se acaba com uma tradição, mesmo não tão arreigada assim, por decreto. Mas se noutras terras, como o Brasil, o Carnaval é de arromba, com muita sensualidade à mistura, noutras ele é mais contido fruto até do clima ser mais agreste nesta altura do ano. Isso vê-se na Europa e especialmente em Veneza que tem um magnífico Carnaval que não deixo de enaltecer. Para quem nunca teve a oportunidade de ver este magnífico espetáculo, não deixe de o fazer logo que surja uma oportunidade. É um Carnaval misterioso, muito ao jeito dos séculos de História que Veneza ostenta, não deixando de ser sensual. Sem essa sensualidade exposta doutros cenários, mas numa sensualidade quase mística que nos remete para tempos bem mais antigos, numa mistura de alegria e de beleza. Os trajes são sumptuosos, as máscaras divinas. Algo que tem mais a ver com a cultura europeia, embora este de Veneza, seja também muito marcado pela região onde se desenrola. Mas seja como for, o que interessa é que haja alegria e que cada um o celebre a seu jeito tentando iludir, nem que seja por um dia, estes dias sombrios que nos assolam e que parecem não ter fim. E como se costuma dizer, é Carnaval e ninguém leva a mal.

Monday, February 16, 2026

Não há nada...

"Não há nada mais precioso neste mundo do que a sensação de existir para alguém".

Victor Hugo

Sunday, February 15, 2026

A vida ...

A vida é a prova mais difícil. Muitas pessoas falham porque tentam copiar os outros. Sem perceber que cada um enfrenta uma prova diferente.

Saturday, February 14, 2026

Dia de São Valentim

E aqui estamos face a mais um Dia de São Valentim mais conhecido pelo Dia dos Namorados. Aquele dia de paixões ardentes e assoberbadas. O dia de amores incontidos ou revelados. O dia do amor na sua forma mais selvagem, ingénua e pura. Este é o dia dos que se amam é comum dizer-se, mas porque não replicá-lo pelos outros dias do calendário. Se o fizéssemos talvez existissem menos amores não correspondidos, menos agressividade, menos violência doméstica, menos separações, menos infidelidades. O problema é que este dia não passa de mais um dia em que o mercantil impera: uma prenda, um jantar afrodisíaco e uma noite escaldante. E depois tudo volta ao normal, ou seja, ao desamor, à violência doméstica, ao assédio. Este é mais um daqueles dias em que o mercantil impera em vez da pureza do amor, sentimento muito nobre da Humanidade. Mas porque não celebrá-lo? Talvez faço deste dia algo que queiramos replicar nos seguintes. Porque não? Feliz dia de São Valentim!

Friday, February 13, 2026

A elegância...

"A elegância dá estilo. Nem todos nascem elegantes. É algo inato."

Pierre Cardin

Thursday, February 12, 2026

38 anos de memória

Passam hoje 38 anos da morte do meu Pai, Álvaro. Um andarilho do mundo, coisa que herdei dele. Esse gosto pelas viagens e pelo desconhecido. Um homem que não cuidava de animais e que passou a fazê-lo depois de ter um cão que lhe mudou o pensamento e o sentido da vida. Um homem que cruzou mundo numa época em que a vida não era de todo fácil. Mas como tantas vezes lhe ouvi dizer 'consigo tudo o que quero, mesmo que seja depois de muito esforço e quando já estou perto de desistir'. Curiosamente o mesmo se passa comigo. Trinta e oito anos é muito tempo, apenas a memória mais perene resiste. E há de continuar assim enquanto eu tiver forças e discernimento intelectual. Lá onde estiveres meu Pai, descansa em paz!

Wednesday, February 11, 2026

Descansa em paz, Pretinha!

O reencontro que o céu esperava, mas que dói aceitar.
💔🕊️
​A Pretinha descansou. Ela foi o maior exemplo de lealdade que já vimos, e agora parte para reencontrar seu grande amigo, o cão Orelha.
🐾✨
​Ela lutou muito, amparada pelo carinho e dignidade que o Bruno Ducatti proporcionou até o fim. O corpo cansou, mas o legado de amor dela é eterno. ​Pretinha não foi apenas uma cadela, foi um símbolo. Agora, ela e o Orelha estão juntos novamente — sem dor, sem correntes e finalmente livres.
🖤

Tuesday, February 10, 2026

Nunca se esqueça...

Nunca se esqueça de valorizar aqueles que o amaram nos dias em que se esqueceu de se amar.

Monday, February 09, 2026

Parabéns, António José Seguro!

Hoje estou muito satisfeito. Estou satisfeito por duas razões: a primeira porque os portugueses escolheram uma novo presidente que defende os valores da democracia, da tolerância, da Constituição, em suma, defende os valores de Abril. Em segundo lugar, porque vi resgatada a honorabilidade dum homem que foi injustamente afastado da liderança do PS em circunstâncias que não honram ninguém. Disso fiz eco aqui e noutros espaços já lá vão mais de dez anos. Quando isso aconteceu, afastou-se, remeteu-se ao silêncio e esperou a sua hora. E ela chegou. Curiosamente o PS, o mesmo PS que o humilhou e ofendeu, teve que reconhecer o erro. Não lhe deram o apoio desde o início, hesitaram, mas perceberam que não podiam fazer mais nada. Lá o apoiaram embora estou certo que a contragosto de muitos. António José Seguro é um homem de bem, um homem de valores que apresentou um dos melhores curriculum, senão mesmo o melhor para exercer esta função. Um homem sereno, inteligente, que ouvirá todos e que, acima de tudo, respeitará os valores de Abril. Não será um homem de mentiras  mesmo piedosas, não usará a gritaria para se fazer ouvir, não menosprezará as minorias só porque sim. Esta é a diferença entre um homem de bom senso e outros que fazem do seu oposto as suas armas. Seguro será o presidente de todos os portugueses e isso faz toda a diferença. Hoje venceu Abril e com Seguro sabemos com quem podemos contar. É certo que o presidente da República tem poderes limitados no nosso sistema político, mas também sabemos que ele é um 'player' importante e determinante no equilíbrio democrático sem obstruir nada nem ninguém. Hoje é o dia da República se erguer e respirar de alívio. Hoje é o dia de celebrar porque amanhã será o dia de trabalhar. Abril venceu e isso é o mais importante aqui. A Liberdade bem maior das democracias está garantida. A democracia está viva. Agora compete a nós, cidadãos comuns estar atentos e vigilantes. Parabéns, senhor Presidente!

Algumas pessoas...

Algumas pessoas entram na sua vida e, de repente, o comum torna-se inestimável.

Sunday, February 08, 2026

O vinho...

O vinho mais doce que alguma vez beberei será o vinho que sentirei nos lábios dela quando nos beijarmos.

.

Saturday, February 07, 2026

Intimidades reflexivas - 1961

Não fui o que os outros foram

Não vi o que os outros viram

Mas por isso, o que amei,

amei sozinho.

Edgar Allen Poe (1809-1849)

Friday, February 06, 2026

O adeus ao pobre cão Orelhas!

A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira. Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis. Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos. A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis. Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro. Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva. Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença. #JustiçaPorOrelha

Thursday, February 05, 2026

Queria...

Queria que ele sentisse um amor que nunca tinha sentido antes... com o seu beijo, ela levaria a sua alma para a eternidade.

Wednesday, February 04, 2026

"O Hospital das Alfaces" - Pedro Chagas Freitas

A história de três gerações: avô, pai e filho entrelaçam-se em momentos tocantes que nos fazem refletir sobre o efémero da vida e como o amor nos salva em todos os momentos. Este livro é uma história de amor. A mais bela das histórias de amor. Aqui há hospitais, é verdade. Há pais que choram, há mães que esperam, há filhos que resistem. Acima de tudo, há amor. Amor como cura, como anestesia, como diagnóstico. Amor que não cabe nas paredes de um quarto de hospital, nem nas palavras que tentam explicá-lo. 'O Hospital de Alfaces' é isso. Uma história que dói, mas que abraça. Uma história que sangra, mas que salva. Uma história para quem já amou ao ponto de se perder. E que descobriu que, mesmo perdido, ainda é possível continuar. Sobre o autor, Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães em 1979. É escritor, jornalista, formador na área da escrita criativa e orador. Tem mais de 40 livros publicados e é um dos autores mais lidos em Portugal e em países como a Itália, o Brasil ou o México, com vendas superiores a um milhão de cópias em todo o mundo. Vencedor do Prémio Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2006, é o fundador do Campeonato Nacional de Escrita Criativa. Além da escrita, é palestrante e é o autor da stand-up tragedy "Sim, eu Empurro Portas que Dizem Puxe", com a qual tem percorrido o país. Criou dois jogos de escrita criativa - A Fábrica da Escrita e o Supergénio. Publicou, entre muitos outros, livros como "Prometo Falhar", um dos seus romances mais conhecidos e publicado em vários países, "O Amor não Cresce nas Árvores""M#rda! Amo-te""É Urgente Amar" ou "Foste a Maneira Mais Bonita de Errar". Publicou no final de 2024 o livro infantil, "O Rei Tigão" com o qual pretende sensibilizar os leitores para as adversidades da vida de uma criança com uma doença rara. Em 2025 publicou "O Hospital de Alfaces", um enorme sucesso de vendas e "A Amiga Cinzenta" com o qual pretende explicar a depressão a crianças e adultos. A edição é da Oficina do Livro.

Tuesday, February 03, 2026

Carta a quem sente ódio pelo que fizeram aos Orelhas

Também eu estou com raiva. Também eu estou com ódio. Quem sente ódio perante algo assim não é mau; está vivo. Mas há um ponto a partir do qual o ódio deixa de ser reação e passa a ser continuação. Não vamos ser piores do que quem fez o que fez. O problema do ódio é que traz uma sensação de clareza. Tudo parece simples: bons de um lado, monstros do outro. O mundo não funciona assim. De cada vez que fingimos que funciona, alguém acaba esmagado no meio. O ódio quer atalhos; a justiça não. Eu não quero sentir a excitação suja de desejar a destruição de alguém. Há uma linha fina entre querer que haja consequências e querer que haja aniquilação. Essa linha é o que nos separa do que condenamos. O que fizeram ao Orelha exige consequências reais, exige investigação séria, exige responsabilização, exige que o sistema funcione, exige educação, acompanhamento, prevenção, sensibilidade. Não exige linchamento digital, ameaças às famílias. Muito menos exige a fantasia idiota de que a violência se resolve com mais violência. O ódio em roda livre não protege os indefesos; treina novos agressores. O Orelha não era um símbolo de vingança; era um símbolo de convivência, de comunidade. Transformar a sua morte numa licença para o pior seria uma forma de traição. Temos de metamorfosear a raiva em lucidez. Temos de fazer do ódio uma habitação transitória, jamais uma residência permanente. Temos de querer justiça sem abdicar de humanidade. Quando nos tornarmos cruéis “pelas razões certas”, já perdemos tudo. O Orelha não precisa que nos tornemos monstros em seu nome. Precisa que façamos tudo para haver menos monstros no mundo. 

Monday, February 02, 2026

"A Misteriosa Padaria na Rue de Paris" - Evie Woods

'Aninhada no meio das ruas empedradas de Compiègne, havia uma padaria em nada igual às outras. Pela cidade corriam rumores de que os seus bolos tinham um sabor mágico capaz de expulsar até a mais sombria mágoa. Uma mera dentada num croissant poderia trazer sorte, desbloquear uma memória preciosa há muito esquecida ou revelar desejos ocultos…'  Depois de uma importante perda, Edith Lane sente que a sua vida precisa de uma mudança. Ao ver um anúncio de emprego, candidata-se à vaga que a faz viajar da Irlanda para Paris, onde se encontra a encantadora padaria para a qual foi contratada. Porém, quando se trata de Edie, a receita para o desastre não precisa de muitos ingredientes: uma quantidade pouco saudável de ilusões e uma pitada de desespero são suficientes para gerar o caos. É o que acontece quando percebe que não irá trabalhar na cidade dos seus sonhos, e que a padaria fica a uma hora de comboio da capital. Ao chegar lá, são muitos os dias em que pensa ter feito a escolha errada, sem perceber os mistérios daquele estranho lugar e o encanto que exerce sobre todos os que provam as suas iguarias. Contudo, o tempo e um segredo escondido sob as tábuas do soalho revelam-lhe não apenas uma história antiga cuja pista vale a pena seguir, mas também o caminho para encontrar o lugar a que verdadeiramente pertence. Quanto à autora, Evie Woods é o pseudónimo de Evie Gaughan, uma autora irlandesa bestseller, cujos livros percorrem a intrigante linha entre o quotidiano e outros mundos, revelando a magia que existe nas nossas vidas comuns. A Livraria Perdida, publicado em 2024 pela Singular, alcançou enorme sucesso, com direitos de tradução vendidos para trinta países e uma nomeação para os British Book Awards. «Um livro delicioso que não resisti a devorar de uma só vez. Foi um prazer perder-me no mundo de Edie e do misterioso padeiro. «Recomendo-o tanto aos amantes de pastelaria como aos amantes de livros!» Sally Page, autora de A Guardiã de Histórias. Um muito muito interessante e de fácil leitura.               


Sunday, February 01, 2026

Quando te vejo...

Quando te vejo, a minha alma abandona o meu corpo para dançar lentamente com a tua alma entre as nuvens.