Turma Formadores Certform 66

Sunday, May 31, 2026

Nosso mundo...

"Nosso mundo sofre com sua vaidade, os animais nos colocam em nosso lugar, em uma humildade que perdemos. Nunca se diz o suficiente às pessoas que as amamos."

Jacques Weber

Saturday, May 30, 2026

Intimidades reflexivas - 1969

"Pode-se prometer ações, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas o que pode perfeitamente prometer são aquelas ações que, na verdade, são geralmente as consequências do amor, do ódio, da fidelidade, mas que também podem emanar de outras razões, pois a uma ação conduzem diversos caminhos e motivos." - Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) in 'O que se pode prometer'.

Friday, May 29, 2026

Morreu Edgar Morin

Edgar Morin, filósofo, sociólogo e operário da resistência francesa, faleceu aos 104 anos, hoje sexta feira, dia 29 de Maio, em Paris. Um pensador que muito me influenciou desde muito jovem. Dele destaco uma grande obra em dois volumes de título 'O Método vols. I e II' Que descanse em paz.

"A vida só é suportável se nela introduzirmos não a utopia, mas a poesia, isto é, a intensidade, a celebração, a alegria, a comunhão, a felicidade e o amor."

Edgar Morin

Thursday, May 28, 2026

Intimidades reflexivas - 1968

"Aquele que não perdoa, destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar."- George Herbert (1593-1633)

Wednesday, May 27, 2026

Dia da FEP

Comemora-se hoje o dia da FEP - Faculdade de Economia do Porto e, como antigo aluno, não poderia ficar indiferente à data. A FEP é uma instituição de grande exigência intelectual onde só os melhores conseguem ter acesso. Uma faculdade que é considerada à muito uma referência no ensino da Ciência Económica ombreando com as melhores da Europa e do mundo. Se para entrar não é fácil, para sair o é menos. Será preciso muito empenho e estudo para que se almeje a licenciatura. Já era assim no tempo já longínquo em que fui aluno. Apesar disso, com que orgulho ostentávamos, na Queima das Fitas,  as cores vermelho e branca do nosso curso.  Recordo-me uma vez de termos ido falar, com o então decano Prof. Conceição Nunes, para algo que nos afligia. As notas eram demasiado baixas face às suas congéneres em Portugal. Ele então deu-nos uma resposta contundente, afirmando que isso não era obstáculo para quem saía da faculdade, porque bastava o saber-se que tinha sido na FEP que tínhamos tirado o curso para que o mercado se abrisse. Na altura, confesso que não ficamos satisfeitos. Anos mais tarde, percebi que era mesmo assim. Aliás, ele defendia que apesar dos muitos escolhos no caminho, uma dia teríamos a sensação de que tínhamos tirado uma espécie de 'curso de comandos'. Mais uma vez o decano, que já não se encontra entre nós, tinha razão. Escola exigente e de excelência, a FEP é só para os melhores. Não é qualquer um que entra na FEP e muito menos sai dela. Esse é o padrão de qualidade que o mercado de trabalho reconhece porque sabe que ao contratar um 'FEPiano' contratou saber e qualidade. Por isso, praticamente todos nós ocupamos lugares de topo nas organizações por onde passamos e construímos curriculum brilhantes. Neste dia da FEP quero saudar todos os antigos alunos, atuais alunos e futuros alunos. Nós todos constituímos um símbolo de qualidade, nós todos somos um símbolo da FEP. Como antigo aluno, quero aqui deixar uma nota, sobretudo aos atuais alunos. Empenhem-se na aquisição de conhecimentos e ergam alto o nome da FEP, uma instituição com um excelente corpo docente de grande qualidade. Neste dia da FEP, que celebremos a nossa faculdade com aquele sentido tão nosso de 'FEPianos' assumidos e empenhados. Um grande abraço a todos.

Tuesday, May 26, 2026

Aprendi...

Aprendi que um bom e forte abraço tem mais poder do que mil palavras significativas.

Ann Hood

Monday, May 25, 2026

"Linhagens de Poder" - Tracy Deonn

Quando os mitos ancestrais despertam das sombras e o preço da magia é pago com sangue, Bree Matthews terá de decidir se será a salvação do seu povo ou a força que ditará a sua destruição final. O destino de um reino não se escreve sem sacrifício. Bree Matthews está sozinha. Exilou-se da Ordem dos Lendários, cortou as suas ligações ancestrais e afastou-se dos amigos que não conseguem compreender o custo impossível dos seus poderes. Esta é a única forma de se manter a si própria — e aqueles que ama — em segurança. Mas a decisão de Bree teve um preço terrível: um acordo inquebrável com o próprio Rei das Sombras, um metamorfo que pode mover-se entre a humanidade, o submundo demoníaco e a sociedade secreta dos Lendários. Em troca de treinar para exercer as suas habilidades sem precedentes, Bree colocou o seu futuro nas mãos do Rei das Sombras — e, sem saber, comprometeu-se a cumprir as suas ordens como sua nova protegida. Enquanto isso, os outros Herdeiros precisam de enfrentar a guerra com a sua Távola Redonda fragmentada, sem líder e sem o seu Mago Real, já que Selwyn também desapareceu. Quando Nick é detido pelos Regentes da Ordem, ele invoca uma lei antiga que exige que o Alto Conselho dos Regentes se reúna na Fortaleza do Norte e lhe conceda uma audiência. Ninguém sabe o que ele exigirá deles... ou que segredos escondeu da Távola. À medida que uma série de sequestros misteriosos se intensifica e Merlins são encontrados mortos, torna-se claro que, por mais que Bree fuja de quem ela é, o passado sempre a encontrará. Isolada dos Lendários. Unida a um monstro. Estre é o terceiro livro da saga, depois de 'Lendários' e 'Mara de Sangue' este 'Linhagens de Poder' leva-nos de novo por universos mágicos e fascinantes. Sobre a autora, Tracy Deonn cresceu na Carolina do Norte, nos EUA, onde devorava livros de fantasia e comida sulista na mesma medida. Depois de terminar o mestrado em Comunicação e Interpretação, Tracy trabalhou em teatro, em produção de videojogos e na área da educação. Quando não está a escrever, participa em painéis de convenções de ficção científica e fantasia, lê fanfic, organiza encontros para cães e delicia-se com tudo o que tenha sabor a gengibre. A edição é da Desrotina.

Sunday, May 24, 2026

Feliz aniversário, minha Mãe!

Celebraria neste dia o seu 92º aniversário se ainda caminhasse nesta vida. Falo da minha Mãe, Maria Odette. Já à muito partiu. Fez o mês passado, um quarto de século. Mas a sua memória perdura. Uma Mãe é sempre uma Mãe, e a força da palavra impõe-se quer queiramos ou não. Por isso, nunca aceitei quem falasse da sua Mãe em termos desrespeitosos como já ouvi por aí. Quem o faz é gente de pouco valor, para dizer o mínimo. A minha Mãe sempre teve um lugar especial no meu coração, como sei que sempre tive um lugar especial no coração dela. A sua vida não foi tão longa assim e isso foi um rude golpe na minha existência. Nunca estamos preparados para perder ninguém, ainda por cima, a nossa Mãe. Hoje seria o dia do seu aniversário. Espero que o esteja a celebrar lá no Céu, onde quero acreditar que estará. A mim apenas fica o arrastar da sua memória e saudade. Lá onde estiveres, descansa em paz, minha Mãe!

Saturday, May 23, 2026

Os beijos nascem onde moram as palavras

Os beijos nascem onde moram as palavras. Acho que os beijos são dados na boca porque é de onde saem as palavras. É ali que a verdade se arrisca, que o desejo ganha som e que o silêncio se curva em rendição. Beijar é calar a mente e deixar que o corpo diga o que o orgulho escondeu. Há beijos que confessam, outros que condenam. Alguns têm gosto de perdão, outros de incêndio. Os mais perigosos são os que não chegam a acontecer, esses ficam presos no ar, queimando a garganta de quem engoliu a coragem. Beijo é verbo que não precisa de tradução. É a pausa entre o medo e o milagre. Quando duas bocas se encontram, o mundo faz silêncio, porque sabe que está assistindo à linguagem original do amor, aquela que veio antes da fala e sobrevive depois do fim. Há quem beije para se perder, há quem beije para se encontrar. Mas todo beijo carrega um pedido disfarçado: fica um pouco mais.

Mari Morris

Friday, May 22, 2026

Já passaram 7 anos

Cumpre-se hoje o 7º aniversário do falecimento deste meu grande companheiro o Nicolau. Este foi o último cachorro que tive e, talvez por isso, tanto me marcou. Mas também porque fui eu que o resgatei à rua debaixo dum forte temporal onde gente sem escrúpulos o tinha abandonado ainda bebé e indefeso. Entrou na minha vida e nunca mais saiu, foram anos e anos de boa companhia, de companheirismo, de entrega. Como diz Chico Xavier, 'um animal leva 8 anos a desapegar-se do lugar onde viveu'. Se é assim será no próximo ano que tal acontecerá. Espero cá estar para o celebrar condignamente. Muitas vezes me lembro dele, sinto o seu cheiro, sento o roçar do seu pelo. Há seres que nos marcam para a vida. Alguns duma forma positiva, outros duma forma negativa. O Nicolau marcou-me duma forma positiva para sempre. Sete anos depois, a memória ainda perdura e perdurará. Tenho muitas saudades dele. Foi um ser muito amado que retribuiu com amor como só um cão sabe dar. Lá onde estiveres, descansa em paz, Nicolau!

No segundo aniversário do falecimento da Paula Maia

Passaram já dois anos sobre aquela fatídica manhã em que recebi um telefonema do seu irmão Augusto a dizer que a minha querida amiga Paula Maia tinha falecido. Foi um choque enorme como sempre acontece com pessoas que muito estimamos, consideramos, amamos. Essa grande mulher tinha terminado a sua caminhada neste plano astral. Grande cuidadora de animais, mas também de humanos. Vítima duma doença terrível que a levou cedo de mais. Sempre recordarei o seu empenho em ajudar os animais, especialmente os de ninguém. Sei da maneira como o fazia. Trabalhei com ela durante anos nesta causa , e daí veio o enorme apreço, admiração e carinho que tive por ela. Hoje a sua memória foi o que ficou. Como tenho falta dos contactos diários que tínhamos. Uma grande Senhora, uma grande Mulher, que jamais esquecerei. Lá onde estiveres, descansa em paz, Paula Maia!

Thursday, May 21, 2026

Comentários, parvoíces e outras controvérsias

Não costumo responder a questões que diretamente me colocam sobre o perfil deste espaço, já com alguns anos de história, mas desta feita vou fazê-lo porque acho oportuno. Uma das primeiras questões que me colocam é o porquê de eu não apagar comentários na minha página quando estes indiciam algum comportamento menos próprio. A resposta é simples e evidente. Como já por várias vezes aqui afirmei, este espaço é uma espaço de liberdade onde cabem todos e, especialmente, aqueles que têm opiniões diferentes da minha. Não creio nos princípios de unicidade em que apenas cabem os que pensam como eu. Somente rejeito pessoas que pelo seu comportamento e/ou linguagem imprópria por aqui aparecem porque esses não têm lugar neste espaço onde nem sequer são bem vindos. E então porque é que mantém esses comentários impróprios, perguntam. A razão também não carece de dificuldade. Se eu os apagar, muito provavelmente apenas eu ou alguns poucos terão visto o que lá se escreveu estando assim a favorecer o infrator. O deixar lá o comentário é o pior que se pode fazer a quem o produziu porque deixo exposta uma pessoa mal educada, incapaz de produzir uma ideia com substância, onde apenas a grosseria cabe porque não tem outros argumentos para rebater o que quer que seja. É uma espécie de pelourinho onde deixo a marinar aqueles que fazem alarde da sua baixa condição educacional, embora pensando que estão a produzir obra literária digna de Prémio Nobel. Que o produzam nas suas páginas é algo que cabe a cada um, mas que invadam espaços terceiros para mostrar aquilo que realmente são, é bem mais controverso. É do debate sólido e consistente, da troca de ideias consubstanciadas em algo firme, que seremos capazes de evoluir. O reles insulto ou a linguagem de sarjeta nunca poderão elevar ninguém embora muitos não saibam disso. Como também já aqui disse por diversas vezes, não costumo frequentar as páginas de ninguém, ou melhor, frequento poucas que me dão interesse e prazer porque na maioria dos casos existe muito lixo onde nada de útil se pode de lá tirar. E assim, nunca invado a página de terceiros com comentários idiotas que, desde logo, me ficariam mal, e em nada contribuiriam para aprofundar algo. A ligeireza com que nestes espaço se produz aberrações, - inclusive com erros ortográficos graves -, é impressionante, e quem o faz ainda não percebeu que isso só atinge os seus autores - eles próprios - e não terceiros. Este não é o terreno que piso e todos disso têm conhecimento pelos muitos anos que por aqui ando. Quanto aos outros ou são bloqueados, (quando a linguagem usada persiste depois de avisados), ou quando muito são tolerados, como se tolera uma criança que pela sua fragilidade intelectual por vezes revela uma certa estultícia no seu comportamento. Uma rede social, um blog, ou algo em que nos expomos aos outros devem ser espaços preservados, desde logo de nós próprios e depois dos outros. O que se assiste na maioria dos casos é precisamente o contrário. Onde parece que alguns têm orgulho em mostrar que o esgoto onde estão lhes parece um hotel de cinco estrelas. Enfim, isso também dá mostra daquilo que atrás já referi. Daí esta tolerância, - dentro de algumas regras naturalmente -, que tanto parece admirar muita gente. A tolerância sempre foi o que me moveu até hoje porque estas pessoas que têm este comportamento são mais dignas de pena do que de outra coisa. Pessoas com vidas mal resolvidas onde o ódio é a pedra de toque a começar pelo ódio a si mesmas. Talvez sinal dos tempos, - dirão alguns -, mas também, - acrescento eu -, a falência daquilo a que chamo de escola primordial. Queiramos ou não, acabamos sempre por chegar aí, afinal é no princípio que tudo se molda... ou não.

Wednesday, May 20, 2026

E dizes...

E dizes que estás quebrada,

Mas espelhos partidos como tu criam...

Os mais belos padrões de luz.


Nikita Gill

Tuesday, May 19, 2026

Nas sombras cinzentas...

Nas sombras cinzentas ds ignorância há sempre uma luz de inteligência que brilha.

Monday, May 18, 2026

O que a literatura...

"O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina nada, mas permite ver quanta escuridão existe ao redor."


William Faulkner (1897-1962)

Sunday, May 17, 2026

Basta respirar...

Basta respirar... e espere por mim. Eu irei sempre encontrar-te.

Saturday, May 16, 2026

Desabafos de um pombo

Muitos de vocês desprezam-me,

E eu não entendo o porquê.

Não sou feio nem merecedor do teu ódio.

Sobrevivo todos os dias nas ruas,

Isto costumavam ser prados.

Não existem sementes saborosas,

porque transformaram as árvores em edifícios.

Eu como o que deitas para o chão, porque não tenho escolha.

A água é cada vez mais difícil de encontrar.

Sabes o que é preciso para sobreviver num mundo que não é mais o meu?

Por favor, não me assustes nem me magoes,

Apenas deixa-me viver e vive no teu mundo que já foi meu.


Fonte: Animal Welfare Watch

Friday, May 15, 2026

Tu...

"Tu que entraste no meu coração jamais sairás dele".
Victor Hugo

Thursday, May 14, 2026

Intimidades reflexivas - 1967

"Nasci com uma ferida aberta, e cores jorrando dela. Não me chamem nem de valente nem de mártir; sou simplesmente uma mulher que aprendeu a amar mesmo no coração da dor. Sou um pincel, sou um grito, sou uma carne quebrada e um espírito em chamas. Eu me pinto porque sou a única coisa que conheço com fúria, com ternura. E se isso não agrada a ninguém, que não me olhem, pois não vim para me integrar, vim para ser."

Frida Kahlo

Wednesday, May 13, 2026

O amor...

O amor deu-me uma rosa e depois cravou os espinhos na minha palma. Mesmo assim, guardei-a. Algumas flores só se tornam verdadeiras quando sangram.

Tuesday, May 12, 2026

Não busques...

Não busques ser cool. Sê apaixonado, sê comprometido, sê tu mesmo. A autenticidade é mais punk do que qualquer jaqueta de couro. Escreve, canta, cria — mesmo que ninguém ouça. Porque a verdadeira arte nasce da alma, não dos aplausos.

Patti Smith

Monday, May 11, 2026

Uma mulher sensual...

Uma mulher sensual deseja mais do que o corpo; procura um encontro de mentes e corações, ser vista por completo e desvendada lentamente através da confiança e da intimidade. 

Sunday, May 10, 2026

Partilhar...

“Partilhar é algo maravilhoso, especialmente com aqueles com quem o partilhou.”

Julie Hebert

Saturday, May 09, 2026

"O Cão que Seguia as Estrelas" - Anna Sólyom

Baseado numa história real: o poder da lealdade contado de forma inédita. Ingrid leva uma vida tranquila com Roshi, o seu adorável golden retriever. Depois de anos sem sair da sua cidade natal, no Colorado, aceita o convite do irmão para celebrar o 4 de Julho na Virgínia. Lá, Roshi assusta-se com o fogo de artifício, o que, juntamente com a perseguição de uma matilha, o levará inevitavelmente a perder-se. Desolada, Ingrid vê-se obrigada a regressar ao Colorado sem ele. Mas Roshi não desiste e parte numa odisseia por vários estados para regressar a casa. Na sua longa viagem, Roshi fará jus ao seu nome, que designa o abade de um mosteiro zen, atuando como mestre inspirador nas várias casas por onde passa. E, enquanto procura o caminho de regresso, será adotado por diferentes famílias e almas solitárias, cujas vidas mudará com a sua incrível inteligência e bondade. Onde terminará a viagem de Roshi? Sobre a autora, nascida em Budapeste e a viver em Barcelona, Anna Sólyom é licenciada em Filosofia e trabalha como terapeuta. É autora de PillowsophiaPequenas Magias para Todos os Dias e Reconecta Con Tu Cuerpo. A edição é da Marcador.

Friday, May 08, 2026

O dia...

"O dia em que você perde alguém não é o pior dia, o pior são todos os outros dias em que eles permanecem mortos."

Sidney Newnan

Thursday, May 07, 2026

Intimidades reflexivas - 1966

"Um dos preconceitos mais conhecidos e mais espalhados consiste em crer que cada homem possui como sua propriedade certas qualidades definidas, que há homens bons ou maus, inteligentes ou estúpidos, enérgicos ou apáticos, e assim por diante. Os homens não são feitos assim. Podemos dizer que determinado homem se mostra mais frequentemente bom do que mau, mais frequentemente inteligente do que estúpido, mais frequentemente enérgico do que apático, ou inversamente; mas seria falso afirmar de um homem que é bom ou inteligente, e de outro que é mau ou estúpido. No entanto, é assim que os julgamos. Pois isso é falso. Os homens parecem-se com os rios: todos são feitos dos mesmos elementos, mas ora são estreitos, ora rápidos, ora largos, ora plácidos, claros ou frios, turvos ou tépidos." - Leon Tolstói (1828-1910) in 'Ressurreição'.


Wednesday, May 06, 2026

É difícil...

É difícil julgar a beleza. A beleza é um enigma.

Fiódor Dostoiévski

A Terra...

A Terra não nos pertence; pertencemos à Terra. Leve apenas memórias, não deixe nada além de pegadas.

Chief Seattle

Tuesday, May 05, 2026

Dê amor a um cão...

"Dê amor a um cão e ele retribuirá cem vezes mais. Só os animais são capazes de amar sem segundas intenções. Com as pessoas é diferente; há sempre algum cálculo envolvido que contamina tudo."

Solène Bakowski

Monday, May 04, 2026

"Aforismos" - Karl Kraus

Inicialmente publicados em pequenas sérias na Fackel e depois reunidos pelo próprio em três livros, 'Aforismos' constitui a quinta-essência do pensamento de Karl Kraus sobre a natureza e a sociedade, eros e arte, língua e literatura, dando aos leitores, ao mesmo tempo, uma impressão nítida do virtuosismo da sua prosa altamente condensada. Na história do género, os seus aforismos ocupam um lugar de destaque, graças à originalidade e agressividade dos seus pensamentos e à tensão e à energia da sua elaboração linguística. O que Goethe disse de Lichtenberg — «onde ele faz uma brincadeira, espreita um problema» — também se aplica a Kraus. Mas a afirmação contrária é igualmente válida: Será difícil nomearmos um problema que Kraus não tenha resolvido no humor de um aforismo. «A imprensa devastará o que a sífilis deixou. As causas dos amolecimentos cerebrais do futuro já não poderão ser determinadas com segurança.» Sobre o autor, Karl Kraus nasceu em 28 de abril de 1874, em Gitschin, e morreu em 12 de junho de 1936, em Viena. Autor votado à mordacidade e à controvérsia, fundou a revista 'Die Fackel', onde durante quase quarenta anos foi praticamente o único redator. Este é um livro muito interessante que recomendo vivamente, sobretudo porque se ajusta bem aos tempos que correm. A edição é da VS. Editor.

Sunday, May 03, 2026

Dia da Mãe

Celebra-se hoje mais um Dia da Mãe. Começamos a estar com o calendário repleto de dias disto e daquilo, este é mais um exemplo disso mesmo. Quando era jovem o Dia da Mãe celebrava-se a 8 Outubro e não em Maio. Esta foi mais uma alteração que o calendário nos trouxe. Mas não preciso deste dia ou doutro qualquer, com um qualquer nome, para celebrar a minha Mãe. Ela já há muito que partiu, e esta celebração não é mais do que o celebrar duma memória que vai enchendo cada vez mais a minha galeria de ausentes. Mas como dizia, não preciso deste dia para celebrar a memória da minha Mãe que está presente em todos os dias da minha vida, dedicando-lhe o amor que ela sempre teve por mim quando palmilhou este plano astral. Com o simbolismo, com a intensidade que está muito para além dum dia comemorativo. Só temos a verdadeira dimensão da Mãe quando a perdemos e sentimos o vazio que daí advém. Daí o afirmar que, a todos os que ainda a têm junto de si, que a celebrem antes que esta se transforme numa memória. A ti minha Mãe, desejo-te um feliz Dia da Mãe lá onde estiveres. Sabes que dia da Mãe são todos para mim. Descansa em paz!

Saturday, May 02, 2026

Acima de tudo...

“Acima de tudo, não perca a vontade de caminhar. Todos os dias, caminho até alcançar o bem-estar e afasto-me de todas as doenças. Caminhei até encontrar os meus melhores pensamentos e não conheço nenhum pensamento tão pesado que não se possa abandonar caminhando.”

Søren Kierkegaard

Friday, May 01, 2026

Viva o 1º de Maio!

Mais um 1º de Maio se celebra, o 52º em democracia. E como já vai longe esse outro 1º de Maio em que tudo parecia remar no mesmo sentido, ainda sem grandes clivagens políticas e ideológicas visíveis. O 1º de Maio remonta a um tempo ainda mais recuado. A celebração tem a ver com o que se passou no dia 1 de Maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Aquilo que hoje parece básico para qualquer um de nós - independentemente da ideologia - era algo anacrónico no século XIX. Aquilo que hoje ninguém põe em causa, era considerado como algo perigoso e revolucionário nesse tempo. Um tempo em que ainda não se falava tanto de comunismo, coisa que as pessoas nem sabiam bem o que era. Assim, a celebração se foi mantendo e o seu simbolismo também para servir de exemplo a outras pessoas, povos e nações dum outro tempo. Mais tarde foi conotado com o comunismo - embora isso não seja totalmente correto, tal asserção carece de ser clarificada - mas, mesmo com alguma confusão ideológica à mistura, a data deve ser celebrada. Em muitos regimes esta data é utilizada como bandeira ideológica, noutras como algo perigoso (tal como no longínquo século XIX) e é fortemente reprimida. Sei bem o que acontecia entre nós antes da democracia, quando as pessoas se queriam manifestar neste dia. Sei bem como grupos de jovens estudantes sem ideologia alguma bem definida, eram perseguidos, espancados e presos, só porque se queriam manifestar. Sei bem o que isso era porque cresci nesses tempos de escuridão que espero não voltar a ver no tempo que me resta de vida. (Embora andem por aí alguns saudosistas que já nasceram em liberdade e nem sabre o que uma ditadura implica). E eu - como tantos outros - nunca fomos comunistas, se calhar nessa altura, nem sabíamos bem o que era a referência ideológica, mas isso não significava que não sofrêssemos a brutal repressão dum regime moribundo, nós que apenas queríamos ver um Portugal igual a tantos outros países que conhecíamos para lá dos Pirenéus e não a aldeia miserável, pobre e analfabeta que era a nossa imagem de marca no mundo. Hoje em liberdade, os mais jovens nem sabem o que isto significava à 52 anos atrás e os riscos que corríamos. Para eles é mais um feriado e um dia de festa, mais do que de ideologia, se essa ainda está presente. Curiosidades dos tempos e da História, mas que mesmo isso não sirva de pretexto para a sua não celebração. É importante que este dia não seja esquecido no que de bom e de trágico encerra. Viva o 1º de Maio!