Wednesday, September 30, 2026
Tuesday, September 29, 2026
Monday, September 28, 2026
Sunday, September 27, 2026
Saturday, September 26, 2026
Friday, September 25, 2026
Thursday, September 24, 2026
Wednesday, September 23, 2026
Chegou o Outono!
Mais uma estação que já chegou de mansinho que nem demos por ela. Depois do verão de canícula que tivemos é o outono que se perfila para entrar. Fê-lo hoje pelas 01,04 horas deste dia 23 segundo os especialistas. Também conhecido pelo equinócio de outono assinala o instante em que o sol, tal como o vemos a partir da Terra, cruza o plano do equador celeste, o que se verifica em setembro no hemisfério norte e em março no hemisfério sul. O outono do hemisfério norte é o "outono boreal" enquanto o outono do hemisfério sul chama-se "outono austral". Esta é uma das épocas de que mais gosto. É no outono em que o espírito romântico é mais prolixo. Escritores, compositores ou mestres de outras artes, coincidência ou não, é nesta época que têm o seu maior poder criativo. Não que me compare a nenhum desses vultos das artes e da cultura mas, talvez pela minha índole mais romântica, é no outono que me sinto melhor. É também o tempo mais propício às depressões para quem delas sofre, mas é no campo dos sentidos que ele é mais interessante. Tive um grande mestre nos meus tempos já longínquos de estudante que dizia que 'era no outono que a criatividade tinha maior expressão, foi nela que se criou aquele caldo que viria a dar o romantismo, nas suas mais variadas vertentes'. E dava como exemplo, Balzac ou Eça, Hugo ou Camilo, ou então, Beethoven, Schubert ou Schumann. Talvez por isso, por essa benéfica influência, ou pelo meu lado mais nostálgico, o outono assumiu sempre a minha preferência. Desde jovem e, por maioria de razão, agora que muitos anos já passaram, ele tem mais expressividade. Porque existe uma época para tudo e quando temos mais idade, são as memórias que vão ocupando os espaços. As recordações doutros tempos pelo que de grato nos trouxeram, ou tão só, na tentativa vã de corrigir aquilo que não fizemos tão bem assim. Seja como for, e filosofias à parte, é no outono que me revejo com mais esplendor, com mais pujança criativa, mesmo que essa criatividade assuma sempre o lado mais pesado e sombrio para a maioria das pessoas como é a ciência económica. Afinal ela também uma certa forma de arte sobretudo nos dias que correm. Pois ele aí está, indiferente às nossas preferências, o outono dará o seu passo em frente começando mais um ciclo. E por aqui ficará até 21 de dezembro, quando pelas 20,50 horas nos disser adeus. O ciclo interminável das estações, das vidas, dos anseios e frustrações de todos nós. O outono aí vem vestir as árvores com as suas novas roupagens, a cobrir o chão com as cores dum prenúncio de inverno que não tardará. Por agora, só resta dar as boas vindas ao outono, sem romantismos ou nostalgias. Apenas porque assim é. Assim tem que ser.
Tuesday, September 22, 2026
Monday, September 21, 2026
Sunday, September 20, 2026
Saturday, September 19, 2026
Friday, September 18, 2026
Escutar...
"Escutar é o mais perigoso de tudo, escutar significa saber, descobrir algo e saber o que está acontecendo, nossos ouvidos não têm pálpebras que se fechem instintivamente diante das palavras pronunciadas, não podem se esconder do que sentem que vão ouvir, sempre é tarde demais."
"Um coração tão branco", Javier Marías
Thursday, September 17, 2026
Wednesday, September 16, 2026
"O Maestro e a Infanta" - Alberto Riva
Graças ao nascimento de Maria Bárbara de Bragança levantaram-se as paredes do Convento de Mafra. Mas a história da filha de D. João V vai muito além da conhecida promessa régia. Infanta de Portugal, casou por procuração com o herdeiro do trono espanhol e veio a ser Princesa de Astúrias e rainha de Espanha. Nascida na luxuosa corte portuguesa, rodeada das riquezas que o ouro do Brasil ainda podia pagar, Maria Bárbara recebe uma educação privilegiada. Além de aprender vários idiomas, é discípula de um jovem compositor italiano que chegara a Lisboa em 1720. A Domenico Scarlatti, homem gentil embora pouco seguro do seu talento, cabe assegurar a educação musical da infanta, de cujos dotes artísticos o rei duvida. As suas sonatas, tocadas mais tarde pelos maiores pianistas, começaram por ser exercícios destinados à filha do rei português. E quando esta parte para Madrid para se juntar ao marido, o compositor acompanha-a, mantendo-se junto dela até ao fim dos seus dias. Mais do que a relação entre mestre e aprendiz, une-os já uma amizade a que só a morte de um deles põe fim. Neste original romance histórico, Alberto Riva evoca não só um período de guerras, intrigas entre casas reais e conspirações, mas também a terna ligação entre dois amantes de música, duas almas em busca do seu destino. Sobre o autor, Alberto Riva é um escritor e jornalista italiano, autor, entre outros, de Sete e Tristezza per favore vai via. Com Enrico Rava (um dos mais importantes músicos de jazz em Itália) escreveu Note Necessarie e com Stefano Bollani (um pianista de jazz) Parliamo di musica e Il monello, il guru, l'alchimista e altre storie di musicisti. Colabora com a Internazionale e escreve para a revista semanal do jornal italiano La Repubblica (Il Venerdí), sobre livros, cultura e música. Vive em Milão. A edição é da Porto Editora.
Tuesday, September 15, 2026
Monday, September 14, 2026
Sunday, September 13, 2026
Saturday, September 12, 2026
Friday, September 11, 2026
Thursday, September 10, 2026
Wednesday, September 09, 2026
Tuesday, September 08, 2026
Monday, September 07, 2026
Sunday, September 06, 2026
Saturday, September 05, 2026
36 anos de matrimónio
Ainda parece que foi ontem e já 36 anos passaram. Foi num dia quente de Setembro que nos casamos no Mosteiro de Águas Santas. Para esta propensão que tenho às coisas da História, só poderia ter casado num mosteiro que pertenceu à Ordem de Cristo. Depois foi o calcorrear a estrada da vida. Por vezes plana, por vezes íngreme. Toda a vida tem os seus escolhos e nós não fomos exceção. Mas o importante é que estivemos sempre unidos, lado a lado, naquilo que a vida nos ofereceu de bom, mas também de menos bom. E assim é que as coisas se afirmam. Numa altura em que os casamentos já rareiam, onde as uniões de facto são a moda, porque é sempre mais fácil deixar para trás alguém a quem não estamos verdadeiramente unidos, o percorrer 36 anos de vida em comum já começa a ser olhado com alguma estupefação. Mas nós somos os que acreditamos que o importante é estarmos aqui, um para o outro, seja quais forem os momentos. A estrada da vida continuará a ser percorrida de igual modo enquanto a vida nos permitir. E agora, só resta dar os parabéns a nós próprios por temos travado e vencido as lutas que tivemos que enfrentar. Esperamos para o ano estar aqui para continuar a somar mais um ano deste percurso de vida.





























